França e Canadá abrem consulados na Groenlândia ante ameaças de Trump

Por que a Groenlândia virou peça-chave na geopolítica global e nos planos de Trump
Reprodução/TV Globo
A França e o Canadá abriram nesta sexta-feira (6) seus consulados em Nuuk, capital da Groenlândia, em um movimento que consolida o apoio ao território autônomo dinamarquês ante as ameaças de anexação do presidente dos EUA, Donald Trump.
"Jean-Noël Poirier assume hoje, sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026, o cargo de cônsul-geral da França em Nuuk. (...) A França reitera seu compromisso com o respeito à integridade territorial do Reino da Dinamarca", afirmou o ministério das Relações Exteriores francês em comunicado.
Segundo a pasta, o novo cônsul-geral francês atenderá às necessidades da comunidade francesa na Groenlândia e "terá a missão de aprofundar os projetos existentes de cooperação cultural, científica e econômica com o território, ao mesmo tempo em que reforça os laços políticos com as autoridades locais". Com isso, a França se tornou o primeiro país da União Europeia a estabelecer uma representação diplomática na ilha do Ártico.
"É uma vitória para os groenlandeses ver dois países aliados abrirem representações diplomáticas em Nuuk", disse Jeppe Strandsbjerg, cientista político vinculado à Universidade da Groenlândia.
Trump e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, chegaram a anunciar um "acordo-marco" sobre o futuro da ilha ártica. Dinamarca e Groenlândia rejeitam qualquer concessão em matéria de soberania, posição que recebeu o apoio dos países europeus.
A decisão francesa de abrir um consulado é anterior ao último pico de tensão e já havia sido anunciada em junho, durante uma visita do presidente Emmanuel Macron a Nuuk.
O Canadá havia indicado no fim de 2024 que abriria um consulado-geral no imenso território ártico para consolidar a cooperação com os groenlandeses.
Os consulados dependerão das respectivas embaixadas de França e Canadá em Copenhague.
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