Bola no teto, "toque-ataque" proibido e mais: veja novas regras do vôlei que serão testadas em 2026

Por Luís Fellipe Borges — Uberlândia, MG
Bola no teto,

Federação Internacional anunciou propostas de alteração
nas regras da modalidade; medidas serão testadas na Liga das Nações, nos
campeonatos continentais e no Mundial sub-17.






Federação Internacional de Vôlei (FIVB) anunciou
que vai testar uma série de mudanças nas regras da modalidade na
temporada de seleções de 2026. Segundo a entidade, as alterações "buscam
melhorar a fluidez dos jogos e simplificar as regras do esporte, enquanto
impulsionam a compreensão e o engajamento do público".



As novas orientações serão aplicadas na Liga das
Nações
, nos campeonatos continentais - incluindo o Sul-Americano, disputado
pelo Brasil - e no Campeonato Mundial Sub-17. Entre as novidades, estão o aumento
no número de substituições, mudanças na dinâmica do desafio, mais rigidez com
condução nos ataques e a liberação do toque da bola no teto dos ginásios. 

Veja
todas as propostas abaixo.



Outra mudança prevista é a implementação do desafio
para lances em que a bola toca na defesa 
antes de sair. Além disso,
haverá mais rigidez na marcação da arbitragem em lances de condução, com
proibição do movimento conhecido no Brasil como
"toque-ataque"
, por exemplo.



Confira as mudanças de regra no vôlei a serem testadas em
2026:



Substituições: cada time poderá fazer oito
mexidas por set, em vez de seis;



Toque da bola no teto: caso a bola toque no teto
do ginásio ou em outra estrutura fora da quadra após o primeiro ou o segundo
toque, o lance seguirá normalmente, desde que a bola não passe para lado
adversário - antes, o rali era paralisado imediatamente, com marcação de ponto
para o time contrário. Se a bola acertar uma câmera usada na transmissão, o
ponto será jogado novamente;



Dois toques: após a flexibilização da regra dos
dois toques nos últimos torneios, a entidade confirmou que esse tipo de lance
seguirá permitido no movimento de levantamento, desde que a bola não passe para
o lado do adversário;



Rigidez contra a condução: a entidade reforçou
que vai aplicar com mais vigor a regra que impede que os jogadores segurem ou
arremessem a bola. Com isso, jogadas com mudança de direção da bola, ataques
com as duas mãos ("toque-ataque") e carregadas não serão toleradas. Apenas
a largadinha com a ponta dos dedos será permitida;



Número de relacionados: cada equipe poderá
inscrever de 12 a 14 jogadores por partida - um deles, obrigatoriamente,
precisa ser líbero. A lista de atletas relacionados deverá ser divulgada até
uma hora antes do jogo;



Erro de posicionamento: o time que vai receber o
saque deverá permanecer na posição correta da rotação no momento em que o
árbitro apitar para autorizar o serviço. Os jogadores poderão se mover a partir
do instante em que o sacador iniciar o movimento, e não mais após o toque dele
na bola;



Novo desafio: os treinadores poderão pedir
desafio em lances em que a bola desvia na defesa ou na recepção antes de sair -
até então, apenas desvios no bloqueio podiam ser revistos. Segundo a FIVB, a
imagem do desafio deverá mostrar claramente o toque no atleta para alterar a
marcação da arbitragem. Se não houver imagem conclusiva, o apontamento inicial
do árbitro será mantido;



Desafio no meio do rali: em possíveis infrações
que ocorrem durante o rali, os treinadores poderão marcar o lance que gostariam
de pedir a revisão. Caso o time perca o ponto. O objetivo dessa mudança é
acelerar a análise do desafio nas partidas;



Sem tempo após o desafio: os treinadores não
poderão pedir tempo técnico logo após pedirem um desafio. Apenas o técnico do
time adversário terá esse direito, se julgar necessário;



Uso do apito do árbitro: o primeiro árbitro não
vai precisar apitar em lances que a bola cai direto no chão - dentro ou fora -,
em saque que vai direto na rede ou em ataques em que a bola claramente bate no
bloqueio e sai;



Interação do árbitro com o treinador: nas
competições internacionais de 2026, os treinadores poderão se aproximar do
primeiro árbitro para entender a marcação ou para esclarecer o pedido de
desafio. Protestos e reclamações seguem proibidas;



Novo protocolo de aquecimento: cada time terá um
período especial de 90 segundos para aquecimento de saque sem a presença de
jogadores do adversário em quadra. Essa medida busca aumentar a segurança dos
atletas.




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